Não há nenhum supervulcão mais falado do que o localizado sob o Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, sobretudo desde o lançamento do filme 2012. Desde então, estamos fascinados pelo que exatamente acontece debaixo desse hotspot geotérmico.
E agora os cientistas descobriram que ele é muito maior do que se imaginava. Uma equipe da Universidade de Utah acaba de anunciar a descoberta de um segundo reservatório de rocha quente parcialmente derretida, encontrando-se entre 20 e 45 quilômetros abaixo do super-vulcão, e é 4,4 vezes maior do que a câmara de magma mais rasa que já era conhecida.
No estudo publicado no ScienceToday, a equipe relata que a rocha quente nesta nova câmara poderia preencher o Grand Canyon até 11,2 vezes.
Preocupante. Porém, os cientistas salientam que a ameaça de uma erupção do supervulcão não mudou em nada (há uma chance anual de 1 em 700.000 do supervulcão explodir – e devastar boa parte da América do Norte e interferir no clima global severamente). A única coisa que há de novo é que agora nós somos capazes de mapear completamente o sistema vulcânico, graças à nova tecnologia de imagem.
Para fazer isso, a equipe usou uma técnica chamada de imageamento sísmico, que funciona como uma espécie de tomografia computadorizada médica, mas usa ondas de terremoto, em vez de raios-X, para ver o que está acontecendo abaixo da superfície. Estas ondas se movem mais rápido através de rochas frias, e mais lentamente através de rochas quentes e derretida.
E o que eles revelaram foi que há um reservatório de magma gigante debaixo da câmara que já conhecíamos. Os pesquisadores acreditam que esta câmara recém-descoberta suga rocha quente a partir do topo da pluma quente de Yellowstone.
Esta câmara superior menor é a única que é esvaziada quando o supervulcão entra em erupção, algo que só aconteceu três vezes no passado – 2.000.000, 1.200.000 e 640.000 anos atrás – cada vez com resultados catastróficos. [ScienceAlert]

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